A obesidade é hoje um dos maiores problemas de saúde pública no mundo e no Brasil. Mais do que excesso de peso, trata-se de uma doença crônica multifatorial, associada ao aumento do risco de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), apneia do sono, cânceres relacionados ao excesso de gordura e problemas musculoesqueléticos.
Neste artigo, vamos entender como a obesidade impacta a saúde, quais são as estratégias de prevenção e tratamento, e como o Sistema Único de Saúde (SUS) organiza o cuidado para essa condição.
Obesidade e Agravos Associados
1. Doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs)
– Pessoas com obesidade têm risco até 7 vezes maior de diabetes tipo 2.
– A obesidade está ligada ao aumento da hipertensão arterial.
– O risco de doenças cardiovasculares como infarto e AVC cresce significativamente.
2. Apneia obstrutiva do sono
– O excesso de gordura ao redor das vias aéreas aumenta a chance de colapso noturno.
– Pessoas obesas têm até 3 vezes mais risco de apneia do sono.
3. Cânceres relacionados à obesidade
– Segundo a IARC/OMS, a obesidade está associada a pelo menos 13 tipos de câncer.
– Destacam-se: mama, endométrio, cólon, fígado, rim e pâncreas.
4. Problemas musculoesqueléticos
– O excesso de peso gera sobrecarga articular.
– Aumenta o risco de artrose, dor lombar crônica e limitações funcionais.
5. Impacto na qualidade de vida
– Redução da mobilidade.
– Estigma, baixa autoestima, depressão e ansiedade.
– A obesidade compromete não só a saúde física, mas também o bem-estar emocional e social.
Tabela – Agravos Associados à Obesidade
| Agravo | Exemplos principais | Impacto na saúde |
| DCNTs | Diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares | Aumento de mortalidade |
| Apneia do sono | Colapso das vias aéreas durante o sono | Fadiga, risco cardiovascular |
| Cânceres relacionados | Mama, cólon, fígado, rim, endométrio | Maior incidência e mortalidade |
| Musculoesqueléticos | Artrose, lombalgia crônica | Dor e limitações físicas |
| Qualidade de vida | Estigma, depressão, ansiedade | Impacto social e mental |
Prevenção e Controle da Obesidade
A prevenção pode ser dividida em três níveis:
– Prevenção primária: evitar o surgimento da obesidade com hábitos saudáveis
- Promoção da alimentação saudável (redução de ultraprocessados, incentivo ao consumo de frutas, verduras e legumes).
- Estímulo à atividade física regular em todas as idades.
- Regulação da publicidade de alimentos ultraprocessados e políticas de ambientes alimentares saudáveis (escolas, trabalho).
– Prevenção terciária: reduzir complicações em quem já vive com obesidade, com foco em tratamento multidisciplinar.
Tratamento no SUS
O Sistema Único de Saúde (SUS) reconhece a obesidade como uma doença crônica e recomenda abordagens integradas:
– Educação alimentar e nutricional, com acompanhamento por nutricionista.
– Apoio psicológico, para enfrentar o estigma, compulsão e promover motivação.
– Atividade física supervisionada, em programas comunitários como o Academia da Saúde.
– Medicamentos antiobesidade, prescritos quando necessários.
– Cirurgia bariátrica, indicada em casos graves (IMC ≥40 ou ≥35 com comorbidades), após avaliação multiprofissional.
Conclusão
A obesidade é muito mais do que um aumento de peso: é um fator de risco central para DCNTs, apneia, cânceres e problemas musculoesqueléticos, com reflexos profundos na qualidade de vida.
O enfrentamento passa pela prevenção em múltiplos níveis e pelo tratamento integral no SUS, que inclui educação alimentar, apoio psicológico, atividade física, medicamentos e, quando necessário, cirurgia bariátrica.
A Fructus acredita que informação + ação são fundamentais para transformar a saúde.


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